Propostas já foram lançadas, os planos de governo já foram divulgados e agora o futuro dos municípios brasileiros está nas mãos dos cidadãos eleitores. Cabe analisar o que cada candidato já fez e pretende fazer para que o respectivo município não apenas mantenha o estado atual, mas evolua. O eleitor precisa tomar muito cuidado para não confundir assistencialismo com bom trabalho. O primeiro significa favorecer, ajudar apenas a alguns. Político que só ajuda um nicho de pessoas sem pensar no todo, no município inteiro, não está sendo competente, quer apenas forçar o voto. Candidato que se preze precisa de projetos, tem que ter um histórico de vida positivo dentro e/ou fora da política. A ajuda tem que vir na forma de empregos, salários, escolas, postos de saúde, qualidade na prevenção e na ação contra doenças, moradia, infra-estrutura básica, saneamento básico, segurança, dentre outros itens primordiais para se considerar um município bom de viver. Para que tudo isso ocorra, se torne verdade, também não basta querer. Quem almeja fazer algo pelo município que o eleger necessita de atitude para elevar a quantia de dinheiro no caixa da cidade. Isso acontece com a chegada de empresas, com emendas parlamentares e, mais uma vez, é necessário planejamento e bons contatos. Do contrário, quem pagará pelos erros dos políticos serão os próprios eleitores que precisarão desembolsar mais dinheiro para os impostos, além de não receberem o que lhes é de direito.
Porém, quando se diz que o cidadão é que tem o futuro em suas mãos, dá-se, dependendo da ótica dos leitores, a impressão de que se algo errado acontecer, à população será a culpada. Não é bem assim. Na verdade, o eleitor tem o poder em suas mãos para decidir quem serão os representantes populares dentro das prefeituras e das câmaras de vereadores de todo o Brasil (no caso dessas eleições). Por isso, se votar errado (caso o voto digitado na urna tenha sido para alguém que não faça o que prometeu, ou que de alguma forma, direta ou indiretamente, venha a prejudicar a cidade), parte dessa culpa é, sim, do eleitor. Não toda, é importante frisar, afinal quem roubou ou deixou de fazer algo não foi o eleitor, mas sim o político.
É exatamente por isso que o voto tem um valor tão grande. As dezenas de campanhas publicitárias que vêm sendo veiculadas principalmente na TV e no rádio, oriundas da Justiça Eleitoral, não são por acaso. Quando elas dizem que quatro anos demoram muito para passar, é porque um voto errado pode deixar uma cidade atrasada por todo esse tempo. Um candidato despreparado, não só torna o município decadente, sem recursos, nem evolução, como faz com que os populares sintam na pele sua incompetência. Não são poucos os exemplos de políticos que literalmente deixaram suas marcas nas cidades por onde passaram. Alguns redesenharam o futuro dos municípios de forma competente, com inteligência e muito trabalho, enquanto outros simplesmente passaram pelas administrações deixando dívidas, discórdias e pessoas necessitadas. Cuide bem eleitor: o seu voto define não apenas o futuro de sua família, mas o de milhares de pessoas. Pense sempre no todo, na cidade onde você mora, e não apenas no seu bem-estar. Um voto consciente resulta num futuro melhor para todos. No entanto, um eleitor “comprado” vende além da sua, a alma de toda uma população.


